5 Dicas de Santo Agostinho para você ser feliz!
01/09/2016 23:38 em Formação

Pode um homem do século IV nos ensinar a sermos felizes?

Bom, leia e tire suas conclusões:

1 – Se preocupar com o necessário!

“Felicidade não é possuir muito mas contentar-se com pouco”, diz o santo. De que realmente necessito? O que é realmente fundamental para minha sobrevivência e felicidade? O desapego de Agostinho não é uma estratégia de marketing.  É uma pratica de vida. Percebendo que as coisas possuem valor relativo  e relacionado ao uso, o santo nos convida a voltar a valorizar o que realmente não se pode comprar. Atualmente, existe uma mudança muito importante acontecendo, as pessoas estão percebendo que mais do que a posse, o importante é o uso. Muitas pessoas estão preferindo compartilhar posse de coisas para aumentar o que realmente interessa que é a possibilidade de uso.

2 – Valorize a amizade!

“Onde reina a amizade não há necessidade”! Agostinho disse, escreveu e  viveu a importância da amizade. Durante toda a sua vida esteve rodeado amigos. Com eles partilhou trabalho, diversão, anseios interiores e até a sua fé. A sua própria conversão foi compartilhada por muitos amigos próximos. Em um dos seus textos ele diz: “dor compartilhada é dor amenizada”. Agostinho não foi um solitário, nem na vida nem na fé. Sempre próximo da sua família, ao lado dos alunos, perto de amigos. Sua própria espiritualidade é comunitária.

3 – Exercite a perseverança!

“Nada estará perdido enquanto houver vontade de lutar”! Agostinho foi um perseverante rabisca da própria felicidade. Por isso, deixou família, pátria, profissão. Aceitou chamados missionários que a princípio desejava recusar. Lutou contra suas próprias limitações pessoais e contra o contexto que vivia, as grandes invasões bárbaras e a queda do império romano. Buscou a Verdade, razão de toda a sua felicidade, com todas as suas forças. “Somos caminhantes”, ele dizia, e esta imagem traduz bem o movimento de toda a sua vida em busca da felicidade.

4 – Aceite seus erros e refaça seus ideais!

Se me engano, existo. Quem não existe não pode enganar-se; por isso, se me engano, existo”. O santo não tinha medo nem vergonha do engano, do equivoco, do erro. E não se aborrecia se o criticassem: “Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem”. Ele sabia que o homem, nas suas relações e ardis sociais, sempre trama por interesse próprio. Então, este que buscava a Verdade dentro de si mesmo não tinha medo da correção externa. Nem paralisava diante dos seus limites, nem fincava pé no que já tinha dito apenas porque era sua verdade naquele momento. Aliás, no final da vida escreveu uma obra bonita chamada “Retratações’, onde olhava pra trás e dizia; já não penso assim… Hoje tenho outra percepção desta questão… – e como é difícil sair da trincheira da própria opinião, da própria mesquinha verdade (com “v”minúsculo mesmo). Atualmente, onde todos ganharam voz no universo virtual e midiático é cada vez mais difícil quem volta atrás sobre o que foi dito. Rever-se em tempos de hiper exposição é retrocesso, desuso, inadequação.

5 – O Amor é centro de tudo e de todos

“Todo homem é aquilo que ama”! O Amor para Agostinho não era uma posse nem um sentimento. Era mais. O Amor não consome, consuma. Dá sentido às nossas vidas e razões para os nossos cotidianos. “Ama e fazes o que queres”, está é a base da sua moral e ética. O Amor, substantivo que organiza nossos pensamentos e ações, guia dos nossos desejos e repouso de toda a nossa felicidade! O Amor não se mede, cantou o grupo de rock nos lembrando a frase fundamental do próprio santo Agostinho: a medida do Amor é amar sem medida. Ser feliz é deixar-se parecer, conformar-se, à este Amor. Que como cantou Dante: move o sol e as estrelas!

Por Augusto Cezar

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