Dioceses do Rio de Janeiro realizam abertura da Campanha da Fraternidade
19/02/2018 - 10h51 em Igreja

Representadas por pastores e fiéis que se reuniram na Catedral Metropolitana de São Sebastião no centro do Rio de Janeiro, as dioceses que compõem o Regional Leste 1 – CNBB (Estado do Rio de Janeiro) realizaram um ato que marcou a Abertura Estadual da Campanha da Fraternidade 2018 (CF).

O ato teve início com a santa missa. Celebrada pelo presidente do Regional Leste 1, o Cardeal Orani João Tempesta e concelebrada pelo vice-presidente do Regional, Dom José Francisco Rezende Dias, pelo secretário regional Dom Tarcisio Nascentes dos Santos e pelos demais bispos diocesanos, auxiliares e eméritos das dioceses do Estado, a liturgia reuniu milhares de fiéis que oravam e clamavam por Paz como meio de superar a violência que aflige o Rio de Janeiro. Em sua homilia, Dom Orani ressaltou a importância do papel de cada fiel de ser um construtor da paz. “Reunimo-nos para lançar a Campanha da Fraternidade e devemos nos comprometer com ela. Juntos, podemos ser construtores da paz e sermos instrumentos dela. Embora a Campanha nasça na Igreja Católica, ela é destinada a toda a sociedade. A Palavra de Deus, hoje, fala sobre a necessidade de nos desarmamos. Pois, por vezes, não carregamos armas nas mãos, mas sim, na língua. Somos chamados a vivermos em fraternidade”, destacou.

Fala a imprensa e gesto de unidade

Após a celebração eucarística, simultaneamente ocorreu uma coletiva de imprensa com a presidência do Regional Leste 1 e Dom Joel Portella, bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio no subsolo da catedral, enquanto na área externa acontecia um momento cultural com a presença da banda animadora da Pastoral da Juventude de Niterói, o Coral da População de Rua da Arquidiocese do Rio; o Grupo Luar de Dança, de Duque de Caxias; a Casa do Menor, de Nova Iguaçu e a Pastoral Afro, de Volta Redonda.

Após o momento cultural o Bispo de Barra de Piraí – Volta Redonda, Dom Francisco Biasin junto ao Padre Rafael Ferreira, fez a leitura da carta dos bispos do Regional Leste 1 sobre a situação do Estado do Rio de Janeiro e na sequência aconteceu um ato ecumênico que reuniu representantes das religiões: muçulmana, Sheik Mahdi Soltani e Carlos Menezes; israelita, Paulo Maltz; evangélica, pastores João Pereira, Estêvão Rolando, Joel Simão e Otoni de Paula; espírita, Helio Ribeiro e Joaquim Mentor; e candomblecista, Pai Marcio de Jagum, além de falas de algumas autoridades, entre elas o Deputado Federal Alessandro Molon que é o coordenador da Frente Parlamentar pela Prevenção da Violência e Redução de Homicídios.

Instrumentos de vossa paz

No fim do ato o testemunho de Mônica Cunha, membro da Pastoral do Menor, emocionou os presentes. Ele falava em nome das vítimas das formas agudas de violência. “Em 2000, meu filho foi assassinado. Desde então, travo uma luta por justiça e igualdade, mostrando para a sociedade que o adolescente autor de ato infracional não deve ser morto. A violência está grande em todo o Estado, mas essa violência tem cor e local específico: o povo negro, que vive nas favelas e nas periferias, são eles que mais sofrem. As mães negras já não aguentam mais perder seus filhos. Agradeço a todos os religiosos por estarem conosco nessa luta”. E enquanto cantava se a Oração pela Paz, balões subiam ao céu como oração de súplica para que consigamos superar a violência.

Fotos: Gustavo de Oliveira – ArqRio

 

COMENTÁRIOS