Vale a pena terceirizar a educação dos seus filhos? Leia o novo artigo de Viviane Pinheiro
17/11/2017 - 19h49 em Artigos

Como estamos educando nossos filhos? Estamos ensinando-os ou terceirizando as nossas responsabilidades? Quem mudou, o mundo, as crianças ou os pais? Nossa!  Vários questionamentos para atitudes complexas e simples, não é mesmo? O que é educar?

Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa, Educar é a ação de promover a educação, que compreende todos os processos, institucionalizados ou não, que visam transmitir determinados conhecimentos e padrões de comportamento a fim de garantir a continuidade da cultura de uma sociedade.

Na Constituição Federal em seu artigo 205 estabelece que “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Portanto a ação de educar é dever da família e do Estado e deve ser fomentada pela sociedade.

Nas Sagradas Escrituras existem vários versículos sobre a Educação dos filhos, mas destaquei no Livro de Provérbios 23,13-14: “Não poupes ao menino a correção: se tu o castigares com a vara, ele não morrerá; castigando-o com a vara, salvarás sua vida da morada dos mortos.”

Lei da Palmada é o nome informal da lei nº 13.010/2014 que proíbe o uso de castigos físicos ou tratamentos cruéis e degradantes contra crianças e adolescentes no Brasil. Também conhecida por “Lei do Menino Bernardo”, a Lei da Palmada define como “castigo físico” qualquer tipo de ação punitiva em que seja aplicado o uso da força física, resultando em sofrimento e lesão corporal. A Lei da Palmada não proíbe a tradicional “palmadinha” nas crianças desobedientes, mas sim, como dito, qualquer outro tipo de castigo que provoque sofrimento físico e lesões nos menores. A ideia é conscientizar os pais e responsáveis que as crianças devem aprender a fazer o que é correto não por medo de apanhar, mas sim por compreender os princípios básicos dos valores morais, éticos e comportamentais que regem uma sociedade. Para isso, a principal ferramenta a ser utilizada é a educação orientada desde os primeiros anos de vida. 

Bem, sintetizando as quatro percepções, educar é um ato de amor, coragem e responsabilidade. Inicia-se com a família dando toda a base e suporte, complementa-se na escola e na sociedade cultural.

Os adultos com faixa etária de trinta anos ou mais, trazendo a memória sua infância, devem possuir ótimas recordações sobre Educação. Antigamente os pais educavam os filhos com varas de marmelo ou goiaba, um tom de voz meio assustador, proibindo as brincadeiras de bola, pipa ou simplesmente através do olhar. Aquele olhar fatal que penetrava na alma e arrepiava a ponta dos pés até o último fio de cabelo. E por estrepolias não tão graves. As vezes por responder a professora, tirar uma nota baixa na escola, fugir para jogar bola, entrar no quintal do vizinho por causa da pipa e várias outras. Mas era através de pequenas travessuras que hoje somos o que deveríamos ser, porque nossos pais cumpriram com amor, dedicação, zelo e responsabilidade a missão de Educar. 


E nós, pais, nos dias atuais, estamos educando nossos filhos ou terceirizando essa educação, através da escola, das atividades extras (natação, judô, academias, curso de inglês, etc.), das tecnologias (whatsapp, facebook entre outros.)?

Somos nós que estamos ditando as regras na nossa casa, na nossa família ou são os externos que dizem o que é melhor para nossos filhos? Qual foi a última reunião da escola que você compareceu? O último bilhete na agenda? Notas, boletins? Quem são os “amigos” dos seus filhos? Você os conhece? Com quem seu filho conversa pelo celular? Você sabe o cheiro que seu filho tem?

Se coloquei dúvidas em seu coração. Atenção! Precisa estar mais próximo. Não podemos terceirizar uma missão que é nossa: Pai e Mãe. Não há possibilidade de substituição. E a falta dessas figuras podem causar cicatrizes profundas. A escola, os cursos, os amigos, as tecnologias não são responsáveis pela vida do seu filho.

Se o IML, hospital ou a polícia ligar para você ou para sua casa, convocando sua presença, você poderá enviar o responsável terceirizado? Não. Será você o responsável de estar no local e hora determinados. De assinar os papéis... Você é o responsável pela vida do seu filho. A escritura nos diz que precisamos salvar a vida de nossos filhos para não entrarem na morada dos mortos. A dor desse mundo não se compara com o inferno. Não perca seu filho, não perca a alma do seu filho. Assuma sua responsabilidade. Ame-o acima de qualquer coisa menos de Deus. Pois Deus tem que ser o centro da sua vida e da vida dos seus.

 

 

 

 

Viviane Pinheiro Andrade da Silva,

Professora, Pedagoga (UERJ),

Pós-Graduanda em Psicopedagogia Institucional e Clínica,

Pesquisadora dos Transtornos de Aprendizagem,

Sócia da ABENEPI

e Membro da Pastoral da Educação de Itaguaí.

 

 

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