Artigo: Liturgia Eucarística como festa do Céu. Por Pe. José Eduardo
27/10/2017 00:02 em Artigos

“Pela Liturgia da terra participamos, saboreando-a já, na Liturgia celeste celebrada na cidade santa de Jerusalém, para a qual, como peregrinos nos dirigimos e onde Cristo está sentado à direita de Deus, ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo”. SC. 8

Meus amados irmãos e irmãs diante desse parágrafo que os padres conciliares apresentam para nós e diante da nossa experiência com a liturgia eucarística, que sem dúvida é o lugar da Manifestação de Deus, o lugar da teofania de Deus, não uma teofania veterotestamentária, que era apenas uma presença transitória, porém diria ainda mais: Uma presença permanente. Na liturgia eucarística, Deus pela ação do Espírito Santo presente está na Eucaristia com seu Corpo e com seu Sangue, de maneira presente e real entre o seu povo, por isso dizemos que a liturgia eucarística é de fato, a festa do Céu.

A liturgia por sua própria natureza tem um caráter de festa, ou seja, é a festa da fé, festa porque celebramos a ressurreição de Cristo, festa porque este é o dia que o Senhor fez para nós como nos diz o Salmo 117, 24.

A liturgia é a festa do céu porque celebramos este grande dia, ou o dia dos dias. Este dia tem uma força catalizadora que atrai para si, todo o passado da história da salvação, traz para si todo o futuro de uma escatologia, onde neste momento em que estamos reunidos não há um passado nem um futuro, porém há um presente fora do tempo, um presente eterno e assim, a igreja nos faz experimentar a alegria do céu, enquanto essas coisas não acontecem em plena REALIDADE.

O domingo é o dia em que Cristo Ressuscitado, cujos braços estão abertos na cruz para atrair todos ao abraço eterno do amor de Deus, é neste dia que nós experimentamos o amor de Deus por Cristo no Espírito Santo, é neste dia em que fortalecemos nossa fé e tocamos o Rei dos reis e o Senhor dos senhores, vimos com os nossos olhos, tocamos co as nossas mãos e ouvimos da igreja: Ele Ressuscitou e vimos a sepultura aberta, os linhos deitados em um canto e olhamos para dentro do sepulcro e acreditamos de fato Ele Ressuscitou.

Não celebramos qualquer culto, muito menos a um Deus de pedra feito pela sabedoria humana, mas celebramos aquele que refez Nele todas as coisas, restaurou em si toda a criação decaída, recapitulou em si todas as coisas, sendo assim temos muitas razões para fazer da celebração eucarística uma festa do Céu. Olhando a eucaristia como uma festa, devemos ter um cuidado para que, não se compreenda a eucaristia como uma festa pagã, desorganizada, sem rito, ou a nossa maneira, não é assim, para isso temos aquilo que é muito importante os textos que a igreja propõe no Missal Romano.

Agora sim, o presidente da celebração deve mergulhar na profundidade dos textos de tal modo que os fiéis possam contemplar a beleza de Deus e fazer sua experiência dentro da própria celebração.

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